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publicado em 22 de junho de 2017

Milho perde 39% do seu poder de compra na Argentina

A queda dos preços dos grãos deteriorou seu poder de compra na Argentina. As perdas médias, segundo estimado pela Bolsa de Cereais de Córdoba, são de 39% para o milho e de 34% para o sorgo. Com redução de apenas 7%, o trigo é o menos prejudicado. Sem a eliminação dos direitos de exporta…A queda dos preços dos grãos deteriorou seu poder de compra na Argentina. As perdas médias, segundo estimado pela Bolsa de Cereais de Córdoba, são de 39% para o milho e de 34% para o sorgo. Com redução de apenas 7%, o trigo é o menos prejudicado. Sem a eliminação dos direitos de exportação, as chamadas “retenciones”, pelo governo, a situação seria ainda pior.

Neste ano, em Rosario, na comparação interanual, a soja perdeu US$50 por tonelada. O milho, US$61 e o trigo, US$15. O sorgo, por sua vez, perdeu US$45.

A Bolsa insistiu no impacto da eliminação ou baixa das retenciones. Em 2015, um produtor argentino de trigo recebeu, em média, 70% do preço de Chicago. Depois que a administração nacional retirou o imposto, a diferença é de, praticamente, zero. No caso do milho, ocorreu algo similar. Hoje se paga mais pelo milho na Argentina do que nos Estados Unidos.

O caso da soja é diferente. O preço não experimentou demasiadas mudanças nos últimos anos, com um pagamento de, em média, 30% a menos do que no mercado de Chicago.

A queda dos preços foi um golpe forte para o milho e sua perda de poder de compra fica em torno de 39%. Para comprar ureia ou um saco de sementes, neste mês, é necessário 48% e 42% a mais de grão, respectivamente, em relação ao ano anterior. Para transportar uma tonelada por 300km, a variação interanual marca a necessidade de 56% a mais de grão.

A soja e o sorgo, em contrapartida, perderam 18% e 34%, respectivamente. Os aumentos na relação insumo-produto correspondem ao fator de que a queda nos preços dos grãos foi superior à queda dos preços em dólares de alguns insumos, como o diesel, os fertilizantes fosforados e o glifosato. No caso da ureia e do frete, o fator preço dos grãos foi combinado com o maior valor dos insumos.

O trigo, com uma perda de 7%, foi o que menos perdeu em relação a junho de 2016. Enquanto as quantidades de cereal necessárias para adquirir sementes ou fertilizantes aumentaram, a equação foi parcialmente equilibrada por outros insumos, como o glifosato e o girassol.

O aumento da relação insumo-produto obedece, principalmente, ao contexto internacional atual de preços deprimidos, como consequência das produções recorde e uma demanda que não pressiona essas cotações de maneira significativa.

Tradução: Izadora Pimenta
Fonte: La Nación