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publicado em 4 de março de 2020

Refletir sobre os desafios da mulher no agro é essencial para novas conquistas

O Dia Internacional das Mulheres está chegando e é uma data propícia para refletir sobre os desafios que elas ainda encontram em vários setores da sociedade. Pesquisas recentes apontam uma presença crescente das mulheres no campo do agronegócio — como pecuaristas, pesquisadoras, agricultoras, trabalhando em empresas do setor,  e empreendendo na área.

A Analista CRM da Lavoro Agro, Juliana Zucatto Fantini, tem 32 anos e é formada em Engenharia de Computação. Ela sempre trabalhou com implementação de sistemas e no início de 2019 aceitou o desafio de implementar um sistema CRM no mundo do agronegócio.

“Eu senti um grande medo ao aceitar o desafio da mudança para o agro por ser um setor composto pela grande maioria de homens. Eu acredito que nós mulheres temos que nos dedicar em dobro para ganhar o respeito e o reconhecimento pelo nosso trabalho”, ressalta a profissional.

Em 2015 metade dos alunos formados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, era do sexo feminino. Além disso, segundo dados da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), da Organização das Nações Unidas (ONU), 43% do 1,3 bilhão de pequenos agricultores do mundo todo são mulheres.

Foi nesse mesmo ano que Luana Gessika da Silva, hoje com 30 anos, começou a atuar no agronegócio. Atualmente ela ocupa o cargo de Representante Técnica de Vendas (RTV) da Lavoro em Sinop. Luana não é mãe, mas afirma que imagina ser muito difícil para as mulheres conciliarem a maternidade com as atividades profissionais. 

“Principalmente no meu cargo hoje, com muitas horas de dedicação no campo e uma rotina corrida em época de safra, realmente esse fato exige um planejamento muito bem feito das atividades para conciliar ter filhos um dia”, destaca ela.

Entretanto, Luana não gosta de focar nas dificuldades, pois segundo ela, acabam interrompendo o crescimento pessoal e profissional. “É preciso se auto conhecer, saber o seu valor e ter segurança, assim com o tempo vamos conquistando a confiança de todos”.

Uma pesquisa realizada em 2018 pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) aponta que há uma forte tendência para a maior participação da mulher no agronegócio brasileiro. A pesquisa mostra que 59,2% das mulheres na área são proprietárias ou sócias, 30,5% fazem parte da diretoria, são gerentes, administradoras ou coordenadoras e 10,4% são funcionárias ou colaboradoras. Além disso, 57% dessas mulheres participam ativamente de sindicatos e associações rurais.

A Analista de Logistica Senior da Lavoro Agro, Marcella Souza Santos Timo, 28 anos, sempre teve o agro presente na vida dela, pois o pai trabalhava no ramo de transporte de grãos. Marcella começou a trabalhar em 2013 quando assumiu uma posição na transportadora da família.

“Tive receio diversas vezes, principalmente no ramo do transporte, onde na época não conhecia nenhuma mulher na mesma posição que eu ocupava. Este fato foi capaz de me fortalecer como pessoa e buscar ainda mais o espaço feminino em um setor extremamente masculino”, lembra ela.

Marcella enfatiza que em um curto prazo de tempo o julgamento de ser apenas um rostinho bonito deixou de existir e deu lugar a mulher que fazia acontecer e que trazia resultado. Para ela, hoje o agronegócio está mais aberto e não tão exigente com alguns cargos serem obrigatoriamente ocupados por homens.

“Muitas das barreiras ainda existem e temos que constantemente buscar nosso espaço neste mercado, mas tudo está mais fácil e depende de nós mulheres continuarmos mudando este meio, provando que não é uma definição de sexo, raça ou religião que faz alguém ser melhor que outro determinando onde devemos estar e nos portar na sociedade”, destaca.

Muito já foi conquistado e muito ainda se tem para conquistar, a Lavoro Agro tem orgulho de empregar essas mulheres determinadas e cheias de habilidades para contribuir com o agronegócio brasileiro. Parabéns!