70% DOS EMPREGOS FORMAIS DO MATO GROSSO SÃO GERADOS PELO AGRONEGÓCIO

3 de agosto de 2018 - 09:25

Além dos 109,3 mil empregados de forma direta pelo campo, também existem os chamados empregos induzidos, que são gerados a partir de uma atividade rural. Estes são responsáveis por empregar mais de 450 mil pessoas nas cidades.

Além dos 109,3 mil empregados de forma direta pelo campo, também existem os chamados empregos induzidos, que são gerados a partir de uma atividade rural. Estes são responsáveis por empregar mais de 450 mil pessoas nas cidades.
Segundo o levantamento realizado pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o agronegócio possui grande influência da agropecuária na economia do estado e dos empregos gerados no setor, incluindo indústria, comércio e prestação de serviços. Isso representa 70% dos empregos no estado.,
De acordo com Luciano Vacari, gestor de agronegócio, os números mostram a importância para a economia do estado e do país. “Quando se estratificada os empregos e mostra os efeitos indutores, conseguimos dimensionar o impacto do agronegócio não só na geração de renda, mas na qualidade de vida da população. Nos locais onde a atividade atrai a indústria para o beneficiamento da produção, também vêm junto o comércio e os serviços e as outras atividades são afetadas, como setores de alimentos, turismo, saúde”.
Conforme dados do IBGE, onde a produção agrícola é mais intensa e técnica, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é maior.
Novos caminhos
Crescendo 18% no número de trabalhadores no campo, o Mato Grosso seguiu na contramão do resto do país, que sofreu uma redução de 1,5 milhão de pessoas no setor. Conforme Daniel Latorraca, é provável que o trabalhador do campo precise se qualificar para operar os equipamentos ou migrar para outras atividades, por conta da mecanização das lavouras.
“Se por um lado isso pode parecer ruim, a capacitação destes profissionais traz também o aumento do poder aquisitivo e consequente melhoria de renda. O país precisa se atentar para isso e investir na qualificação de pessoas. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) vem investindo nisso é um dos aliados neste processo de preparação dos trabalhadores e dos produtores”, explica Latorraca.
O IBGE também mostrou que enquanto o número de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários caiu, o número de tratores cresceu, de acordo com dados do censo de 2017 em comparação com o de 2006.
Fonte: Cenário MT.