Áreas passíveis e benefícios da safrinha

4 de dezembro de 2017 - 16:33

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O milho safrinha é hoje chamado de segunda safra devido aos níveis de produtividade. No Centro-Oeste e Sudeste, por exemplo, onde a época de semeadura da primeira safra varia de outubro a novembro, entre os meses de janeiro a março a cultura do milho safrinha já deve ter sido semeada, sendo esta a época de plantio normal desta modalidade de cultivo.

É por isso que o plantio direto ou cultivo mínimo favorece a velocidade da safrinha, tendo em vista que para o plantio convencional há a necessidade de operações prévias, o que pode atrasá-lo.

O planejamento é o ponto-chave do milho safrinha. Principalmente o “quando plantar”, pois ao final do seu ciclo, as chuvas já terão passado e a produtividade será afetada pela limitação da temperatura e radiação luminosa. Por isso, é importante levar em consideração os cultivares de primeira safra precoce. Isso irá favorecer a safrinha.

O preço do milho e seus derivados também são fatores importantes, pois se o valor do milho estiver muito baixo, talvez seja melhor um cultivar mais produtivo.

Benefícios da safrinha:

• Melhor preço de venda da produção: a comercialização da produção do milho safrinha é feita na entressafra, quando a demanda é alta e a oferta pequena, tendo em vista que a produção da primeira safra já foi vendida. A demanda provoca elevação no preço do milho, sendo mais lucrativo para quem produz safrinha, tanto para venda como para uso próprio;

• Baixa de preço dos insumos: como a safrinha é extratemporal, o preço dos insumos (fertilizantes, defensivos agrícolas e etc.) também está em baixa, pois não é a época comum de procura;

• Baixo investimento: como o investimento na primeira safra costuma ser maior, principalmente em adubação, muitas vezes, o milho safrinha pode se aproveitar da adubação da primeira safra, dispensando ou reduzindo a necessidade de uma nova;

• Proteção do solo: após a colheita da safrinha (plantio direto) o solo fica protegido durante o inverno. Muito importante para a conservação;

• Rusticidade da cultivar: para ser uma cultivar de milho apta à safrinha, é necessário que ela seja mais rústica para suportar o estresse hídrico que pode ocorrer ao final da safrinha, a concorrência com plantas daninhas e a resistência a doenças. Isso faz com que não seja necessário investir tanto em entradas na área para aplicações, que aumentaria o custo de produção. Desta forma, o milho de segunda safra se mostra mais lucrativo pelo baixo custo de produção.
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Fonte: https://galpaocentrooeste.com.br