COMBATE AO INIMIGO NÚMERO 1

28 de novembro de 2018 - 14:33

Com a expectativa de início da safra de soja, é impossível o produtor não se questionar sobre o comportamento da principal doença da cultura: A ferrugem asiática.

Avassaladora desde que chegou ao Brasil, a preocupação tem sido maior a cada ano, já que as mutações do fungo têm gerado resistência aos principais grupos químicos de fungicidas utilizados no seu manejo. A severidade da doença tem variado muito em função das condições climáticas, tanto que o ciclo 2017/2018 registrou o maior número de casos da ferrugem nos últimos sete anos, com 641 pontos de contaminação.
Para a safra 2018/2019 as notícias não são diferentes. Institutos de meteorologia do Brasil e do mundo já trabalham com até 80% de chances de uma configuração de El Niño no segundo semestre deste ano, então será preciso avaliar bem o momento de plantar, pois será a diferença entre o sucesso e o fracasso da lavoura. “Podemos ter uma pressão maior em algumas regiões, principalmente no Sudoeste Goiano ou no Sul de Goiás, pois houveram precipitações de chuvas na entressafra que não ocorreram no ano passado e pode favorecer o surgimento de inóculos no início da safra”, comenta Marcelo Rodacki, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF. Além disso, cidades de Mato Grosso têm ocorrências de plantas guaxas, o que podem estar contaminadas com o fungo e aumentar o problema.
Além do vazio sanitário, que encerrou em setembro, outras ferramentas devem ser utilizadas para mitigar os efeitos da ferrugem na lucratividade do sojicultor. Priorizar o plantio antecipado, com variedades de ciclo precoce e geneticamente mais tolerante, é o primeiro passo. No manejo químico, a recomendação é realizar aplicações de fungicida de forma preventiva, com produtos de diferentes mecanismos de ação e grupos químicos, sempre associados a fungicidas multissítios, como protetor das moléculas ativas, em intervalos regulares conforme a indicação da bula. O FRAC (Fungicide Resistance Action Committee) determina que o manejo com produtos à base de Carboxamida não ultrapassem duas aplicações em todo o ciclo, sempre de forma preventiva.
A Lavoro auxilia no manejo eficiente da soja!
A ferrugem asiática é uma das doenças mais agressivas na cultura da soja e pode aparecer em qualquer fase de desenvolvimento da planta. Assim, para um controle efetivo é fundamental o monitoramento da lavoura e a aplicação de fungicidas no momento adequado.
FONTE: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/223916-combate-ao-inimigo-numero-1.html#.W-wZMOhKjIU