LOGÍSTICA É UMA PALAVRA-CHAVE PARA O AGRONEGÓCIO, DIZ XICO GRAZIANO

17 de setembro de 2018 - 14:42

Os custos com a construção da ferrovia que ligará o norte do Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no rio Tapajós, no Pará, sairão direto do bolso de produtores rurais do estado. A Ferrogrão terá 933 km e custará R$ 12,7 bilhões.

Produtores rurais cansaram do governo

Os custos com a construção da ferrovia que ligará o norte do Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no rio Tapajós, no Pará, sairão direto do bolso de produtores rurais do estado. A Ferrogrão terá 933 km e custará R$ 12,7 bilhões.
A saída Norte ajudará a reduzir os custos com a exportação para mercados da China, Rússia e Europa, o que puxará a redução de cerca de R$ 190 reais no preço da tonelada de grão, que hoje atinge os R$ 300.
Um fundo de investimento será constituído para custear o projeto, liderado pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso) e por empresas exportadoras.
Sempre foi tarefa do Estado bancar os gastos com infraestrutura para o desenvolvimento, mas a crise na gestão pública e o avanço do capitalismo criou empresas aptas para bancar um sistema produtivo.
A crise política do Brasil empurrou empresários, rurais e urbanos, para o empreendedorismo. A partir das iniciativas de produtores rurais, estamos saindo de uma posição de subservientes ao estado para ganhar o protagonismo nas ações de desenvolvimento do país.
À exemplo da poderosa hidrovia do Rio Mississipi, nos Estados Unidos, que garante parte do sucesso da produção rural dos americanos, o Brasil também deve ter seu sistema logístico bem elaborado.
Fonte: www.poder360.com.br