MS vai reduzir ICMS de gado para abate de 12% para 7%

22 de junho de 2017 - 11:39

O governador Reinaldo Azambuja se reuniu na manhã desta quarta (21) com representantes do setor produtivo, deputados e secretários para discutir e apresentar os estudos que basearam a decisão. A medida, que diminui o ICMS de 12% para 7%, começa a valer a partir do dia 01 de julho dura...

O governador Reinaldo Azambuja se reuniu na manhã desta quarta (21) com representantes do setor produtivo, deputados e secretários para discutir e apresentar os estudos que basearam a decisão. A medida, que diminui o ICMS de 12% para 7%, começa a valer a partir do dia 01 de julho durante 90 dias.

Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) Jonatan Barbosa, que estava presente na reunião, o mercado está travado desde o escândalo da JBS. “Primeiro foi aquele absurdo da Operação Carne Fraca, depois a bitributação com o Funrural, e então essa questão. Tudo isso deixou o produtor apreensivo com a venda”, falou.

São em torno de 300 mil cabeças de gado paradas no Estado, com um único grupo respondendo por 45% dos abates e com pagamento somente a prazo. Esses fatores deixaram os pecuaristas sem opção de venda.

“A nossa solicitação ao governador Reinaldo Azambuja foi pensando em escoar o gado que está pronto no pasto e não está gerando receita, pelo contrário, está gerando despesa ao produtor. Essa queda no imposto vai aumentar a competitividade do gado sul-mato-grossense e diminuir os impactos econômicos causados por essa crise. Além de contribuir para a arrecadação do governo, porque o boi parado não vai gerar nada, mas se conseguimos negociar, o estado arrecada”, afirmou o presidente da Acrissul.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, com a diminuição anunciada, o Governo vai dar uma possibilidade a mais para que os produtores possam escoar o rebanho. “Vamos dar uma alternativa ao mercado, momentaneamente, por 90 dias, para comercializarmos esse gado represado”, reforçou. Reinaldo ainda frisou que a medida é oportunidade de aumento de receita, já que o rebanho está parado.

Além da Acrissul, estavam na reunião a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), juntamente com o Movimento Nacional dos Produtores (MNP) e os secretários de Estado de Gestão Estratégica, Eduardo Riedel; da Semagro, Jaime Verruck; e de Fazenda, Márcio Monteiro; o presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi; e os deputados estaduais Mara Caseiro, Eduardo Rocha, Márcio Fernandes, Flávio Kayatt, Paulo Corrêa, Coronel David, Rinaldo Modesto, Onevan de Matos e Mauricio Picarelli.

Fonte: Notícias Agrícola