Nesta safra: Brasil tem casos de ferrugem asiática na soja

27 de novembro de 2017 - 18:24

Consórcio Antiferrugem registrou duas novas ocorrências no Paraná, identificadas por técnicos da Syngenta; primeiro relato foi em São Paulo.

Mais duas ocorrências de ferrugem asiática em lavouras comerciais da safra 2017/18 foram registradas no Brasil, nas cidades de Itaipulândia e São Miguel do Iguaçu, no Paraná. A identificação foi feita por técnicos da Syngenta que, após monitorar a região, reportaram a informação ao Consórcio Antiferrugem.

Já são três relatos de ocorrência da doença no país. O primeiro foi em Itaberá (SP), na semana passada. A identificação foi feita por pesquisadores da Fundação ABC em lavoura semeada em setembro, logo após o término do vazio sanitário. Em comparação com a safra passada, houve um atraso no registro da doença, já que em 2016/17 o primeiro relato de ferrugem foi em 11 de novembro, em Taquarituba (SP).

Segundo informações da Embrapa Soja, a lavoura de Itaberá foi a primeira a ser semeada na região, por isso a Fundação ABC monitorou a área desde a emergência, para servir de alerta. “Apesar de terem sido observadas pústulas de ferrugem, a incidência na área é baixa”, diz o pesquisador Alan Cordeiro Vaz. A região de Itaberá tem ainda soja perene (leguminosa usada em pastagens consorciadas) que também é hospedeira do fungo Phakopsora pachyrhizi. No entanto, o pesquisador explica que a severidade nessa espécie em 2017 foi baixa em razão do tempo seco observado no início da safra.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, Leandro Martinho, o trabalho de controle da ferrugem da soja deve ser preventivo e realizado nos primeiros sintomas, antes da doença se alastrar. “A ferrugem é traiçoeira e, se houver descuido, ela toma conta da lavoura em questão de dias, ainda mais em condições climáticas favoráveis”, diz. De acordo com Martinho, as perdas por infestação podem chegar a 70%.
De acordo com o técnico Vinícius Junqueira de Moraes, DTM de Londrina (PR) da Syngenta, os fungicidas são eficientes desde que usados corretamente. A aplicação deve ter início em até 45 dias após a emergência da soja, que é o período recomendado, e ser refeita em 14 dias. “O manejo de prevenção, além de proteger a lavoura, diminui o risco de aumento da resistência do fungo aos ingredientes ativos dos produtos”, afirma Moraes.
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Fonte: http://maissoja.com.br