O QUE O AGRONEGÓCIO PENSA SOBRE O TABELAMENTO DE FRETES

18 de setembro de 2018 - 11:00

No início do mês de agosto, o presidente da república, Michel Temer, aprovou o tabelamento de frete. Fato que tem gerado uma série de debates em diversos setores da economia e o agronegócio já se posicionou unanimemente sobre o tema.

No início do mês de agosto, o presidente da república, Michel Temer, aprovou o tabelamento de frete. Fato que tem gerado uma série de debates em diversos setores da economia e o agronegócio já se posicionou unanimemente sobre o tema.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alega que a medida é inconstitucional e ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra o tabelamento do serviço.

Durante a participação em uma audiência pública, o CNA destacou o quanto o tabelamento é prejudicial para o agronegócio, já que eleva os custos em até 120% no transporte de cargas de Sorriso (Mato Grosso) até Santos (São Paulo), por exemplo.

Para Thiago Brás Rocha, Gerente de Política Agrícola e Logística da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso, a população é que será prejudicada com a tabela. Além disso, o Mato Grosso, maior produtor de commodities agrícolas, sentirá ainda mais os impactos do tabelamento, já que o valor do frete supera o preço da saca na região.

Por ora, a discussão está parada no STF aguardando um parecer que pode sair apenas depois das eleições. Caso a decisão pela manutenção da tabela seja positiva, os pequenos produtores serão os mais prejudicados, já que mesmo que a produção continue, os custos serão repassados para o consumidor.

Fonte: www.infomoney.com.br